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Tesouro Direto bate recorde em 2026 e já soma quase 3,7 milhões de investidores ativos

O Tesouro Direto ganhou ainda mais espaço entre os brasileiros que buscam investimentos de renda fixa em 2026. Os dados mais recentes divulgados pelo Tesouro Nacional mostram que o programa registrou, em junho, a maior emissão líquida da série histórica, com forte volume de aplicações e crescimento expressivo na quantidade de investidores ativos.

Segundo o balanço divulgado pelo Tesouro Nacional em 28 de julho, foram realizadas 1.530.276 operações de investimento no Tesouro Direto durante junho de 2026. O volume aplicado chegou a R$ 14,76 bilhões, enquanto os resgates e vencimentos somaram R$ 4,66 bilhões.

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Com isso, a emissão líquida, que representa a diferença entre os investimentos e os resgates, alcançou R$ 10,10 bilhões, o maior resultado já registrado na série histórica do programa.

Tesouro Direto ganha força entre pequenos investidores

Um dos pontos que mais chamam atenção no levantamento é a participação dos pequenos investidores. As aplicações de até R$ 1 mil representaram 50,7% de todas as operações realizadas em junho.

O dado reforça a característica de acessibilidade do Tesouro Direto, que permite ao investidor pessoa física comprar títulos públicos pela internet. O programa é desenvolvido pelo Tesouro Nacional em parceria com a B3.

Além disso, o valor médio por operação chegou a aproximadamente R$ 9.648,34, mostrando que o programa reúne desde investidores que começam com valores menores até pessoas que realizam aplicações mais elevadas.

Tesouro Selic foi um dos títulos mais procurados

Entre as diferentes modalidades disponíveis, os títulos vinculados à taxa Selic foram os que apresentaram maior volume de vendas em junho.

O grupo formado pelo Tesouro Selic e Tesouro Reserva movimentou aproximadamente R$ 6,3 bilhões, equivalente a 42,3% das vendas do mês.

Na sequência apareceram os títulos relacionados à inflação. O grupo que reúne Tesouro IPCA+, Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais, Tesouro RendA+ e Tesouro Educa+ registrou R$ 6,1 bilhões em vendas, representando 41% do total.

Já os títulos prefixados movimentaram cerca de R$ 2,5 bilhões, correspondendo a 16,7% das vendas.

Estoque do Tesouro Direto chega a R$ 262,5 bilhões

Outro número importante do balanço é o crescimento do estoque total do programa.

Em junho de 2026, o estoque do Tesouro Direto chegou a R$ 262,5 bilhões, alta de 4,6% em relação ao mês anterior, quando estava em R$ 251 bilhões.

Na comparação com junho de 2025, o crescimento foi ainda mais expressivo: 45,5%. Naquele período, o estoque era de R$ 180,4 bilhões.

Os títulos ligados a índices de preços representam a maior parcela do estoque, com R$ 132,2 bilhões, ou 50,4% do total. Os títulos vinculados à Selic somam R$ 97,1 bilhões, enquanto os prefixados representam R$ 33,1 bilhões.

Número de investidores ativos continua crescendo

O número de pessoas com investimentos no Tesouro Direto também apresentou avanço.

Em junho, o programa contabilizou 3.689.486 investidores ativos, ou seja, pessoas que possuíam saldo aplicado nos títulos públicos. Foram 97.271 novos investidores ativos em apenas um mês.

Na comparação com junho de 2025, o crescimento chegou a 21,2%.

O número total de investidores cadastrados também avançou. O programa atingiu 35.853.678 pessoas cadastradas, aumento de 9,5% em 12 meses.

Aplicativo do Tesouro Direto será desativado

Além dos números recordes, os investidores precisam ficar atentos a uma mudança importante anunciada recentemente.

O aplicativo do Tesouro Direto será desativado a partir de 17 de agosto de 2026. De acordo com o Ministério da Fazenda, a medida faz parte de uma mudança na experiência digital oferecida aos investidores.

A desativação do aplicativo não significa perda dos investimentos. Segundo o Tesouro Direto, os títulos, valores investidos, rentabilidade e demais informações das aplicações continuarão preservados.

Os investidores poderão acompanhar seus investimentos por outros canais, incluindo o Portal do Investidor do Tesouro Direto e as plataformas das instituições financeiras participantes.

Tesouro Direto continua no radar dos investidores

Os números mais recentes mostram que o Tesouro Direto em 2026 atravessa um momento de forte crescimento. O recorde de emissão líquida, o aumento do estoque e a expansão da base de investidores indicam que os títulos públicos continuam atraindo brasileiros interessados em renda fixa.

O programa oferece diferentes alternativas para objetivos financeiros distintos, incluindo títulos atrelados à Selic, à inflação e opções prefixadas. As taxas e preços dos títulos são atualizados diariamente e refletem as condições do mercado de títulos públicos.

Para quem está avaliando investir, entretanto, é importante observar prazo, objetivo financeiro, rentabilidade, tributação e possibilidade de precisar resgatar o dinheiro antes do vencimento. Em títulos vendidos antes do prazo, o preço pode variar conforme as condições do mercado.

As informações mais recentes reforçam, portanto, que o Tesouro Direto segue como uma das principais alternativas de renda fixa para os brasileiros em 2026, especialmente para quem busca diversificar investimentos e planejar objetivos de médio e longo prazo.

Flávio Coelho

Meu nome é Flávio Coelho e ensino através do site Finanças Guiada tudo relacionado a negócios, cartão de crédito e finanças.

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