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Brasil quer criar seu próprio GPS para reduzir dependência dos EUA: entenda o novo plano nacional

O Brasil deu um passo importante rumo à independência tecnológica com o anúncio da criação de um grupo técnico para desenvolver um sistema nacional de posição, navegação e tempo (PNT) — ou, como muitos já apelidaram, o “GPS brasileiro”.

Atualmente, o país depende fortemente do sistema GPS norte-americano para serviços essenciais, como o controle do tráfego aéreo, funcionamento de semáforos e aplicações em agricultura, logística e defesa. Contudo, diante de tensões diplomáticas recentes, o governo federal resolveu agir com mais autonomia.

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Grupo técnico com ênfase estratégica e segurança nacional

A decisão foi publicada no Diário Oficial da União no início de julho. Segundo o documento, o grupo técnico será liderado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e reunirá representantes de órgãos-chave, como:

  • Ministério da Defesa

  • Gabinete de Segurança Institucional

  • Anatel e Agência Espacial Brasileira

  • Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)

  • Comando da Aeronáutica

  • Empresas como a Telebras e FINEP

Essa ampla colaboração institucional revela que o objetivo vai muito além da navegação: envolve segurança cibernética, soberania territorial e estímulo à indústria aeroespacial brasileira.

Estudos técnicos vão mapear riscos e oportunidades

Entre as principais missões do grupo estão o mapeamento das vulnerabilidades causadas pela dependência de sistemas estrangeiros, a análise de tecnologias viáveis para implementação do sistema brasileiro e a identificação de possíveis formas de financiamento e incentivos.

Além disso, será avaliado o potencial industrial do país para produzir equipamentos e satélites necessários, além de analisar rotas tecnológicas que permitam avançar nessa empreitada.

Cenário global pressiona países a buscar independência

Vale lembrar que o GPS (Global Positioning System) é uma tecnologia desenvolvida e operada pelos Estados Unidos. No entanto, outras potências como China (com o BeiDou), Rússia (com o GLONASS) e União Europeia (com o Galileo) também já possuem seus próprios sistemas.

Sendo assim, a movimentação brasileira surge em um momento em que cresce o debate sobre soberania tecnológica. Caso o projeto avance, o Brasil poderá integrar a pequena lista de países com sistemas próprios de georreferenciamento.

Flávio Coelho

Meu nome é Flávio Coelho e ensino através do site Finanças Guiada tudo relacionado a negócios, cartão de crédito e finanças.

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